domingo, 4 de dezembro de 2016

Uma breve reflexão de questões sobre o aborto no Brasil.

    É inacreditável que me pleno século XXI ainda vivemos em uma nação (Brasil) com um tabu que em outros países já foi desmistificado há muito tempo: o aborto. A maternidade compulsória é mesmo o melhor caminho? Tirar a autonomia das mulheres e ainda marginalizá-las pela prática do aborto é a melhor escolha?
    Inicialmente, para responder essas perguntas é proeminente desfazer estigmas, no que tange a afirmações que o número de abortos aumentaria se fosse legalizado. Dados de pesquisas em países que já libertaram a pratica estão aí para provar o contrário, não houve aumento, mas sim uma redução, logo uma vez que o aborto se torna um direito e não é mais um crime, a paciente tem acompanhamento de assistentes sociais, psicólogos e outros médicos; além de ter havido uma incrível redução no número de mortes devido a abortos, que por sua vez são seguros, políticas públicas, feitos por profissionais competentes da área da saúde e não em clínicas clandestinas desestruturadas. 
    No entanto, abrir o debate sobre abortar ou não abortar deveria já ser obsoleto, em visto que as mulheres já abortam de qualquer forma, clandestinamente, pondo em risco suas vidas. Deveríamos salientar se vamos prendê-las ou não por isso. Então, entramos no debate da maternidade compulsória, da autonomia do sujeito e da marginalização do aborto, que por sua vez, no Brasil, o fundamentalismo religioso é uma barreira para a aprovação dá prática, graças ao fundamentalismo religioso no Senado que insiste em esquecer que o Estado é laico, fazendo essa tal laicidade de uma utopia, jamais lograda plenamente. 
    Ora, logo que a maternidade se torna compulsória, seja uma gestação em qualquer circunstância, estamos retirando e negando a autonomia da mulher, a sua liberdade e emancipação. Obrigar uma mulher a ser mãe nunca será o melhor caminho, maternidade deve ser uma escolha, no entanto conservadores e fundamentalistas religiosos esquecessem disso, maternidade e gestação não são a mesma coisa, nunca serão e impor algo assim pode ser destruidor, tanto para a mulher que foi obrigada a ter o filho, tanto quanto para o bebê que nascerá, uma vez que a mulher que lhe deu à luz não escolheu tal maternidade.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Impeachment de Dilma é golpe de Estado sim!

   Golpe de Estado pseudolegal, “constitucional”, “institucional”, 
parlamentar ou o que se preferir. Mas golpe de Estado. 

Resultado de imagem para golpe de estado en Brasil

     
    Pouco mais que há cinco décadas atrás (1964), o Brasil sofreu o Golpe Militar, o fim da democracia, que a muito custo, sangue, suor e lutas, a nação brasileira reconquistou. Conquanto, o cenário atual que se pode ver é uma democracia doente, no leito de morte. É isso o que um golpe de Estado faz, transforma uma democracia em um poder implicitamente oligárquico. 
    Primeiramente, para entender o que aconteceu no Brasil, é preciso tomar nota de todo o contexto mundial do momento. O golpe de Estado legal parece ser a mais nova pratica das oligarquias latino-americanas, tomando como exemplo Honduras e Paraguai, republicas onde a tal prática mostrou-se eficaz para retirar presidentes modernamente de esquerda, resultando não em apenas concessões para as oligarquias, mas sim, todo o aparato do Estado nas mãos das oligarquias. 


http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-golpe-de-Estado-de-2016-no-Brasil/4/36139
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/07/impeachment-de-dilma-e-golpe-de-estado-decide-tribunal-internacional-2792.html
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/245043/Impeachment-de-Dilma-%C3%A9-golpe-de-Estado-conclui-Tribunal-Internacional.htm
       

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Impressões: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares


 "Um labirinto confuso de becos sem saída, interligados."

Resenha O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares


Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos.


   Olá pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim! Bem, trouxe hoje a resenha de um livro que está no topo dos favoritos nesse momento, afinal, já já será lançado o filme baseado nele (O elenco está maravilhoso, muito promissor. Asa Butterfield <3). Então, tentarei eu resenhar aqui sobre ele, vamos lá? 

     Nunca julgue um livro pela capa, sempre ouvimos isso durante a vida, não é mesmo? E isso se aplica parcialmente ao livro em questão. Tenho que admitir que comecei a lê-lo pelo título e pela capa, sem ao menos ler sobre o que se tratava, pré-julguei que fosse de terror, horror e derivados, no entanto é mais uma aventura, fantasia juvenil que algo de terror, digamos que uma aventura juvenil com um leve suspense, alguns horrores e afins. A principio, o livro se mostrou pouco interessante, em questão de história mesmo, pois a estrutura da narração é incrível, empolgante, mas achei a história inicial não muito instigante a continuar lendo vorazmente, não passei do primeiro capítulo. Um mês depois, ou algo assim, retomei a leitura, ou melhor, iniciei novamente... Dessa nova vez, a magia das palavras contidas em O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, fluiu naturalmente, e quanto eu mais lia, mais queria ler, de fato, é um livro muito envolvente quando você se liberta de suas supostas expectativas e se abre ao que realmente ele é.
Resenha O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares Little Scorpion
     A história é narrada por Jacob Portman, um adolescente, que quando criança, vivia fascinado pelas historias contadas pelo seu avô, histórias sobre seu passado, e sobre uma ilha onde ficava o lugar que passou sua infância, a ilha em que se encontrava O Orfanato para crianças peculiares. Com o tempo, Jack parou de imaginar aquelas aventuras como algo real, e passou a tomar elas como fantasias que a mente do seu avô inventou, com auto-defesa dos horrores que ele sofreu nas guerras qual lutou, ou na infância, por ser judeu em pleno apogeu do Nazismo. No entanto, um incidente trás a tona todas as histórias que seu avô lhe contou... Será que pode ser real? Embarcamos junto com Jacob, para desvendar os mistérios de tal incidente.
   A narração possui um ritmo extremamente instigante, possui um vocabulário rico, e ao mesmo tempo, de fácil compreensão. Contraditório. Temos aqui também, um livro extremamente criativo, diferente de tudo que já vi. Mesmo quem começar a ler esperando outra coisa, por fim, achará incrível, impossível que não! Outro fato legal a ser ressaltado, é que o livro trás todas as fotografias citadas no decorrer da história, o que ajuda bastante na imaginação, não é mesmo?
   Ainda não li o segundo livro, que dá continuação a história, mas assim que der, vou ler, com toda a certeza! E a quem perguntar se eu recomendo, a resposta seria mil vezes sim. Abra-se ao novo, seja peculiar!